Resultados de Exames

AMILASE PANCREATICA EM SANGUE

MATERIAL BIOLÓGICO
Material: sangue. Volume suficiente para 1,0 ml de soro.

INTERFERENTES
Hemólise excessiva ou lipemia. A atividade da enzima diminui na presença de citrato, oxalato ou fluoreto. Drogas como morfina, analgésicos análogos, diuréticos tiazídicos e anovulatórios provocam elevações transitórias da amilase sérica. Presença de saliva eleva os resultados.

INSTRUÇÕES AO PACIENTE
Material: sangue. Não é necessário jejum.

INTERPRETAÇÃO CLÍNICA
A amilase é, na verdade, um grupo de isoenzimas hidroxilases produzidas na porção exócrina do pâncreas. Embora até 60% da amilase encontrada no sangue possa ser de origem salivar, é a amilase pancreática que tem interesse diagnóstico. A amilase pancreática no sangue é um dos testes usados no diagnóstico diferencial nos quadros de urgência cirúrgica abdominal, geralmente acompanhado da pesquisa da lipase, e é de grande importância na avaliação de pacientes com suspeita de pancreatite aguda, doença que pode variar de moderada a muito grave. Um aumento considerável da amilase ocorre em 95% dos pacientes com pancreatite aguda, até 12 horas após início do quadro clínico e, em 80% dos casos, em até 24 horas. Atinge o pico em até 72 horas, retornando a valores normais em uma semana. Os aumentos da amilase estão relacionados, além da pancreatite aguda, a outras ocorrências pancreáticas como psedocisto, neoplasia, cálculo, abscesso e trauma. Entretanto, muitas causas não pancreáticas podem ser responsáveis pelo aumento da amilase, como a parotidite aguda, ceto-acidose diabética, úlcera péptica perfurada, obstrução e infarto intestinal, doenças do trato biliar (inclusive cálculos), gravidez ectópica (especialmente na prenhez tubária rota), peritonite, apendicite e trombose mesentérica, entre outras. Outras causas menos comuns de aumento de amilase são o aneurisma da aorta, traumatismo craniano, queimaduras extensas e choque. A gestação normal e a insuficiência renal podem ser causas de pequenos aumentos na dosagem da amilase. Valores elevados no líquido ascítico, em cerca de três vezes o valor sérico, podem ocorrem em pancreatites e perfurações intestinais e, no líquido pleural, em perfurações do esôfago ou na pancreatite com formação de fístula. Resultados falsamente reduzidos podem ocorrer na presença de oxalato, citrato ou lipemia na amostra. Pacientes com pancreatite crônica podem apresentar amilase normal. A maior parte da amilase alta em alcolistas, gestantes e na ceto-acidose diabética é devida à amilase salivar. A ocorrência de macroamilase (molécula normal de amilase ligada a imunoglobulinas) pode ser a causa de um resultado falsamente elevado de amilase, porém a dosagem urinária é normal.

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